sexta-feira, 8 de abril de 2011

GESTÃO PROBLEMÁTICA DE ALGUNS

Nos quartéis da Policia Militar sempre nos deparamos com situações onde ficamos boquiabertos com tanta falta de preparo em gerir a empresa (como muitos gostam de chamar a PM). São erros tão infantis na gestão de seções e companhias que na nossa cabeça só surgem duas hipóteses: ou este indivíduo é um idiota ou quer atrapalhar mesmo, tirar quem estava trabalhando com boa produtividade e tranquilidade, e ser lembrado para sempre como o pesadelo que passou por ali (tem policiais que gostam disso, ao invés de respeitados e admirados, temidos). Porque estes indivíduos ainda existem, e por que ainda conseguem fazer tantos estragos? Será que os comandantes de unidades não percebem o atraso que estes profissionais trazem para suas unidades, um desserviço tanto a seus comandados como a comunidade que tem o atendimento prejudicado já que "o cara" consegue dependendo da unidade interferir na vida de centenas de profissionais.

O mais incrível é que para não funcionar já temos bastante argumentos e motivos, onde estamos vindo de anos de descaso com a categoria policial militar, somos desacreditados pela população a quem servimos com serviços na sua maioria das vezes de boa qualidade (não posso deixar de fora a margem de erro), temos muitos policiais militares que só servem para ser servidor público por que de policial militar não tem nada e este peso vem nas nossas costas. Então ainda vem "o cara" para atazanar a vida dos que estão tentando trabalhar, que se dedicam a vida na CASERNA, as vezes com sacrifício em seus lares e tudo mais. Aí já é demais.

Uma solução seria uma forma de comunicação entre comandados e comandante que não tivesse que ser retransmitida por vários escalões, onde de alguma forma a informação de que "o cara" está mandando toda uma harmonia e bom serviço para o espaço. Outra forma seriam sistemas de avaliação de produção (número de ocorrências, tempo gasto em confecção de documentos internos e procedimentos administrativos), já que o policial que estraga o ambiente consegue estes resultados facilmente.

O interessante é que este texto não contém nenhuma mensagem subliminar sobre opressores e oprimidos, e oficiais e praças, já que ambas categorias profissionais temos gente boa e outras nem tanto, bons profissionais e outros que só servem de escora. A mensagem a ser passada é a de que independe de posto ou graduação a divisão que tem que ser feita em nossa corporação. A divisão a ser feita é se o profissional é um IDIOTA ou não, e o que pode ser feito para impedir que este espalhe a sua IDIOTICE por onde passa, trazendo insatisfação e desarmonia para nosso ambiente de trabalho. Somos todos parte de um todo e com isso o que um indivíduo consegue atrapalhar reflete em todos. Temos que tentar minar esse tipo de ação ou omissão que vem normalmente de um incompetente e vai se espalhando, se enraizando e transformando um ambiente que era bom em esgoto a céu aberto.

O que o e zona de conforto não quer dizer zona de incompetência,pois muitos policiais trabalham na mesma área, pela mesma escala rendendo muito bem na sua função até pela especialização no que faz onde faz

segunda-feira, 4 de abril de 2011

MULHER TESTEMUNHA CRIME COMETIDO EM SP, TUDO GRAVADO PELO COPOM



Tem policial que é sem noção mesmo, os caras tem a cara de pau de as 14 horas da tarde matarem e desovarem um bandido (bandido mesmo, com várias passagens por ROUBO, RECEPTAÇÃO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA) sem nem ao menos olharem ao redor. Todo mundo acha que bandido tem que morrer, mas do achar pra executar o que acha tem uma distância razoável, e o pior, quem sai perdendo são os policiais que agora são expulsos e presos, e suas famílias ficam na míngua.

domingo, 3 de abril de 2011

Tornozeleira não impede fugas e RJ suspende uso no regime semiaberto



Apontada pela presidente Dilma Rousseff como uma medida para ajudar a “desafogar os presídios”, a tornozeleira eletrônica não conseguiu impedir a fuga de presos, segundo dados informados ao G1 pelos governos de Rio de Janeiro e São Paulo, estados brasileiros onde o sistema já está implantado.
Especialistas e autoridades admitiram que a evasão de detentos monitorados ocorre porque o sistema tem falhas, entre elas a facilidade de retirada da tornozeleira. Ainda em relação à tecnologia, são apontados problemas com o sinal, tipo de equipamento e rastreamento. No âmbito administrativo, especialistas dizem que é preciso melhorar a resposta policial ao rompimento da tornozeleira e também fazer uma seleção mais rigorosa dos beneficiados.

No Rio de Janeiro, após a fuga de 32% dos presos monitorados e 54 tornozeleiras rompidas em um mês, o Judiciário decidiu não mais usar o acessório para detentos do regime semiaberto, segundo o juiz Carlos Borges (leia mais abaixo).

Em São Paulo, conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), entre os 23.629 presos tiveram direito à saída temporária no fim de ano sem tornozeleira, 7,1% não retornaram. Dentre os 3.944 com tornozeleira, 5,7% (226) fugiram. Na Penitenciária Feminina de Santana, de 51 beneficiadas monitoradas eletronicamente, dez não voltaram. “Dessas, oito são estrangeiras, o que dá a entender que não possuem residência fixa no Brasil”, diz a SAP, em nota ao G1.

O promotor Marcelo Orlando Mendes, da Vara de Execuções paulista, conta que um detento chegou a tirar a tornozeleira assim que ultrapassou a porta do presídio de Marília, no interior do estado. “Ele pegou um ônibus e fugiu na hora”, disse o promotor.
“A ideia da tornozeleira é diminuir a chance ou evitar a fuga e, apesar dos problemas, é uma alternativa de controle. Se o preso arrebenta a tornozeleira, ele volta para o regime fechado”, afirma Mendes. O promotor admitiu falhas na saída dos presos no Natal, mas conta que eles foram discutidos com a SAP e disse esperar que sejam resolvidos.

Crítico do sistema de monitoramento adotado no Brasil, o diretor do Instituto Giovanni Falcone, Wálter Maierovitch, considera “amadora” e “uma jogada de marketing” a implantação da tornozeleira eletrônica nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. “Na Europa e nos Estados Unidos, quando a tornozeleira é rompida, aciona um alarme em um computador na delegacia da área onde ocorreu e o suspeito é rapidamente capturado. Ao contrário daqui, onde o sistema compreende vários órgãos e a informação demora para chegar na polícia e o bandido já fugiu”, diz ele.

É uma excelente idéia o uso de tornozeleiras, mas início com falhas não pode desmotivar o poder público a usá-las, e sim aprimorar o uso, ou com equipamentos mais eficientes ou com legislação e acompanhamento mais efetivos de modo a desestimular ao detento o rompimento da tornozeleira.
fonte: www.gtop21.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PRESOS TRABALHANDO, TODOS GANHAM

Trinta detentos fazem cursos para trabalhar nas obras da Copa do Mundo em Salvador



Trinta detentos que trabalharão nas obras da Arena Fonte Nova, o estádio-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 em Salvador (BA), iniciaram, nesta semana, cursos de capacitação em construção civil. A iniciativa faz parte do Programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desenvolvido em parceria com tribunais de Justiça, governos estaduais, empresas e entidades da sociedade civil. O objetivo do programa é promover a reinserção social de detentos e egressos do sistema carcerário por meio da capacitação profissional e oportunidades de emprego.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), um dos parceiros do Começar de Novo, segue na frente como o que mais abriu vagas em cursos que ajudam a recolocar detentos e egressos do sistema carcerário no mercado de trabalho. São 751 oportunidades de qualificação e capacitação nas áreas de vendas, informática, qualidade no atendimento, marketing, matemática, técnicas de redação, obras em construção civil e até arbitragem esportiva.

Os cursos iniciados nesta semana resultam de termo de cooperação firmado entre a Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA); secretarias de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) do Governo do Estado e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A coordenação geral está a cargo do Grupo de Monitoramento, Acompanhamento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) e da Assessoria de Ação Social, ambos do TJBA.

Durante dois meses e meio, o Senai vai ministrar capacitação nas funções de pedreiro, carpinteiro, montador de andaime e armador. Os 30 apenados, juntamente com outros 28 alunos, terão aulas teóricas e práticas, de segunda a sábado, na unidade do Senai que fica na Avenida Dendezeiros, em Salvador. Já as aulas práticas do curso de montador de andaime serão realizadas no canteiro de obras da Arena Fonte Nova.

Durante os cursos, os estudantes vão receber camisa, material didático, lanche e ajuda de custo para transporte. Ao final da qualificação, os formandos receberão certificado de conclusão, após avaliação de sua freqüência e desempenho nos cursos.

O início dos cursos é a concretização do acordo firmado, em janeiro de 2010, entre o CNJ, o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ministério dos Esportes, além dos estados e municípios que sediarão os jogos da competição. Pelo acordo, os editais de licitação devem incluir a obrigatoriedade de as empresas - em obras e serviços com mais de 20 funcionários – destinarem 5% das vagas de trabalho a detentos, egressos do sistema carcerário, cumpridores de medidas alternativas e adolescentes em conflito com a lei.

A capacitação dos detentos atende a demanda por mão-de-obra apresentada pelo Consórcio Arena / Odebrecht, responsável pelas obras do estádio de Salvador.

Entre as unidades da federação que firmaram acordo com o CNJ, o Distrito Federal e o Estado de Mato Grosso foram os primeiros a levar detentos para os canteiros de obras da Copa do Mundo de 2014. Em Brasília, três deles trabalham na reforma do Estádio Mané Garrincha. Em Cuiabá, oito ajudam a erguer o Estádio Arena Pantanal, e três trabalham na duplicação da rodovia Cuiabá-Chapada.

Visão da Caserna
Há muito sabemos da necessidade de presidiários trabalharem, melhora a socialização, é uma resposta para a sociedade (que fica indignada ao ver bandidos só comendo e dormindo além do futebolzinho) e é um alívio para nós policiais pois um preso que trabalha começa a rever seus conceitos e de repente não retorna ao mundo do crime, já que em alguns casos como o citado acima, o preso aprende um ofício. Que estas iniciativas que ocorrem em alguns estados e no DF aumentem e se tornem uma nova realidade na ressocialização dos nossos presidiários.

fonte: correioweb