terça-feira, 28 de junho de 2011

PARA QUE PRENDER SE O ESTADO SÓ QUER SOLTAR?


Como combatentes, temos o papel institucional de prender quem descumpre a lei, e o Estado, que tem o papel de manter detido o preso e tentar a sua ressocialização a cada dia cumpre cada vez menos a sua parte, já que temos presídios superlotados, mal administrados e agora com a nova lei, permitindo pessoas serem soltas em número cada vez maior.

A nova lei (Federal, Nº 12.403) já vai começa a dar resultados aqui no DF. E não são muito bons. A partir de 4 de julho, quando entra em vigor esta nova Lei que traz alterações no texto do Código Processual Penal tratando da prisão preventiva no Brasil.

No geral esta nova lei torna a prisão preventiva uma exceção, que será aplicada em casos bem mais restritos do que permite a normatização ainda em vigor, desde 1941. Temos aqui uma situação onde dois pólos entram em campos totalmente opostos. De um lado a população brasileira que já não agüenta mais violência e impunidade, que a cada dia tem que se trancar mais em casa e restringir suas liberdades em prol de uma maior segurança para si e seus familiares, e de outro o nosso governo que aprovou esta nova Lei não por um caráter de ideologia, ou por questão de ver o lado legal da prisão preventiva, mas tão somente pela superlotação do sistema prisional no país.


O que impede nossos governantes de se empenharem em construir mais presídios? Não rende votos? É o tipo de inauguração que eles não gostariam de fazer discursos? Uma novidade a estes que só pensam na próxima eleição, construir presídios dá votos sim, nossa sociedade brasileira já não agüenta mais bandido ser solto por falta de vagas. Toda semana temos fugas e rebeliões, não é possível que seja tão difícil administrar algo que é tão simples, colocar pessoas que não se adaptam a sociedade fora de circulação, em locais de onde não podem sair. Simples assim. Então percebemos que não se trata de falta de condições ou espaço e sim de vontade política.

Só no Distrito Federal, que é a nossa realidade temos uma população carcerária de aproximadamente 9.700 presos para para 6.500 vagas, e nem de longe nas últimas eleições algum dos candidatos a governador sequer tocou no assunto de construção de presídios. E com esta nova lei teremos apenas no DF aproximadamente 300 detentos liberados a partir de 4 de julho.

Uma vergonha o que fazem, que passa a quem quer se dedicar ao combate a criminalidade e a proteção da comunidade uma sensação de que a cada dia o bandido pode mais, tem mais motivos para continuar enquanto nós a cada dia temos mais restrições e imposições de leis.
Uma pena, mas nós ainda podemos nos armar e defender nossos lares, e o pai de família que a cada dia vê mais e mais governantes que pouco fazem, e quando fazem, o fazem mal.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

GESTÃO RESPONSÁVEL NA PM, REDUÇÃO DE RISCOS NAS RUAS

Dia 22 deste mês (junho) na cidade de CEILÂNDIA-DF, um homem, aparentemente descontrolado tentou agredir várias pessoas que passavam na rua com um facão, inclusive tentando se suicidar em alguns momentos. Ele se isolou nos fundos de um comércio da quadra. Policiais do batalhão da área e do BOPE foram ao local para tentar acalmar o cidadão, mas descontrolado como estava ele ainda ofereceu resistência, até que os policiais conseguiram imobilizá-lo, mas neste momento um dos militares foi ferido, sem gravidade, mas foi.

Relatei esta ocorrência, mas no serviço policial diário de radiopatrulhamento ocorrem diversas situações como esta, onde pessoas ficam fora de si, ou por efeito de drogas, ou álcool, ou como o cidadão acima que tem problemas mentais e após ser contido foi conduzido a um hospital psiquiátrico. E nestes surtos ameaçam a vida de cidadãos, e de policiais que são acionados quando uma destas pessoas que estão descontroladas aparece.

E o que podemos como agentes da segurança pública utilizar para conter estas pessoas? Uma tonfa ou bastão retrátil, aonde qualquer foto meia boca, ou mesmo filmagem vai nos mostrar acertando com uma tonfa um cidadão descontrolado. E nós mais do que ninguém sabemos que a mídia não quer saber se a pessoa detida estava com um facão ou faca, só quer saber do nosso preparo e da pessoa que tomou a tonfada. Estes questionamentos servem para embasar um maior, ONDE ESTÃO OS TASERS TÃO IMPRESCINDÍVEIS NOS DIAS DE HOJE PARA UMA AÇÃO POLICIAL EFICIENTE E SEM EXCESSOS? ATÉ QUANDO OS POLICIAIS TERÃO QUE POR SUAS VIDAS EM RISCO POR UMA FALTA DE GESTÃO?
taser-equipamento utilizado em diversas corporações no mundo inteiro


Muitos podem até contestar essa situação, argumentando que a anos atrás não havia o taser e os policiais resolviam a situação, mas não se esqueçam que os tempos são outros e a cobrança da sociedade é cada vez maior, como naturalmente tem que ser. Antes, os policiais agiam conforme necessidades da época que trabalhavam, e seu serviço estava muito menos exposto à mídia como é hoje.

Temos que cobrar de nossos gestores equipamentos como o taser que contribuam para a realização do nosso serviço, pois diferente de outras profissões, a nossa de policial militar quando acometida por uma falta ou excesso, pode gerar ferimento, questionamento judicial ou até mesmo a morte.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA É ASSUNTO SÉRIO. CHEGA DE POLICIAMENTO POLÍTICO EM BRASÍLIA


Novidades na segurança pública na Capital Federal.  Após alguns crimes noticiados exaustivamente pela imprensa, a cúpula da PMDF se reuniu na Torre de TV definindo novas estratégias de policiamento e entre as medidas adotadas está o reforço de 500 policiais no Plano Piloto, que além do efetivo diário das unidades, ficarão por tempo indeterminado nas áreas.


O aumento do número de policiais na área do Plano Piloto há muito tempo é aguardada já que os policias mais antigos sempre pedem transferência para as cidades que residem e não existe retorno de efetivo. E eventualmente quando se chega a um número crítico de policiais nas unidades de Brasília 1º BPM e 3º BPM e o comando determina que outras unidade enviem efetivo contra a sua vontade, são para lá transferidos policiais baixados e com restrições.

O que a Policia Militar tem que tomar cuidado é de não cair em ciladas preparadas por pessoas que nada entendem de segurança pública e teimam em tentar reinventar a roda. Um dos casos mais emblemáticos que existe na área central é a implantação do policiamento a pé (Cosme e Damião), uma das mais ineficientes modalidades de policiamento, porque cobre pequena área e tem mínima mobilidade, servindo apenas propaganda, e para silenciar os prefeitos de quadra que comparecem a reuniões dos conselhos de segurança. O policiamento feito a pé tem que ser sazonal e direcionado para uma missão específica e não adotado como arma política. Fora o fato de não disponibilização de comunicação para todas as duplas (pouco equipamento), o que deixa algumas duplas totalmente sem noção do que ocorre em quadras próximas a sua.



Para se ter uma idéia, somente a Asa Sul (Brasília tem duas asas: sul e norte) tem 96 quadras incluindo 700 e 500, se contabilizarmos que uma dupla policial para fazer um policiamento minimamente eficiente cobre duas quadras (caímos assim para 48 locais de patrulhamento), e o policiamento de cada local deste seria coberto por duas duplas (de 07 horas até as 19 horas) só para o Cosme e Damião na Asa Sul a PMDF teria que dispor de 192 policiais militares por dia, fora efetivo dos postos comunitários (que são sete na Asa Sul e funcionam 24 horas com turnos de 12), viaturas e expediente para um Batalhão com 400 policiais.

O que Brasília precisa além de um aumento de efetivo que possa ser empregado, é de viaturas e ações sociais conjuntas para acabar ou pelo menos diminuir a quantidade de usuários de drogas (mendigos, guardadores de carro e pedintes) que vivem na cidade e são responsáveis por grande quantidade de furtos, roubos e como vimos semana passada pelos dois estupros tão alardeados nestas semanas. Chega de política, segurança pública é algo sério, e não pode ser discutido por pessoas que só por boa vontade e por assistirem telejornal se acham especialistas no assunto.

domingo, 19 de junho de 2011

CARROS, DROGAS E BOLÍVIA

Se já não bastassem as leis que não punem ladrões de carro de forma adequada, deixando os profissionais soltos pouco tempo depois, agora contamos com a ajuda internacional de nosso vizinho presidente da Bolívia.
Evo Morales anunciou semana passada a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados. "A partir de hoje, os que tiverem carros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar", disse o chefe de Estado, em entrevista à imprensa.
Os parlamentares de oposição, Jaime Navarro e Elizabeth Reyes, consideram que a iniciativa, impulsionada por três parlamentares governistas, apresenta "indícios claros de uma instigação ao crime e à cumplicidade no crime.
Os veículos que entram de contrabando no país estão concentrados, em maioria, nas zonas de produção de coca - Yungas e Chapare - onde circulam sem problemas os carros sem placas.
Segundo cálculos extraoficiais, a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões que, "definitivamente, ajudará a curar feridas causadas pelo déficit fiscal" este ano, opinou Daniel Sánchez, presidente do grêmio empresarial.
Segundo levantamento feito pelo parlamento boliviano, 50 mil veículos que circulam no país entraram por suas fronteiras de forma ilegal. A maioria, carros e motos roubados, inclusive, do Acre.

Inquéritos confirmam que grande parte dos veículos roubados no Brasil, têm como destino a Bolívia. Lá, esses carros e motos são vendidos ou negociados por droga, já que o país é um dos grandes produtores de cocaína do mundo.
Nós somos lesados duas vezes, a primeira que este tipo de atitude incentiva o puxador de carros a continuar no ofício, já que conta com um mercado certo para seu produto, e por outro lado, normalmente os ladrões de carro não trazem dinheiro e sim drogas que é muita mais rentável para eles já que pegam o produto puro e acrescentam vários ingredientes aumentando assim seu lucro.
E depois claro vamos culpar os policiais militares pelo mal patrulhamento, vamos culpar os policiais civis pela péssima investigação, os policiais rodoviários federais por não abordarem os elementos que levam os carros, resumindo a culpa sempre é dos policiais e nunca do presidente, que ao saber de um absurdo desse (apesar de ser em outro país) tem várias formas de pressioná-los e não faz absolutamente nada.