quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MENDICÂNCIA E A VIOLÊNCIA


Há algum tempo atrás mendigos eram pessoas totalmente desprovidas de bens, e tinham na mendicância a única forma de sobrevivência. Hoje, pelo menos no Distrito Federal mendigar virou profissão, e com tantos benefícios que o governo presta a quem não trabalha ficou muito mais vantajoso não trabalhar, já que quem trabalha perde as bolsas governamentais.

Além da profissão de mendigar outro problema incide nos olhos vendados do Estado à repressão aos mendigos, muitos são usuários de drogas, principalmente crack, e quando a oportunidade aparece, cometem delitos que vão desde furto e ameaça, até casos extremos como roubos e estupros. Também existem famílias que utilizam crianças para arrecadar dinheiro de transeuntes (um crime também hoje tolerado).


Hoje vivemos em uma sociedade tolerante, mas o excesso de tolerância está criando problemas que há pouco não existiam, e depois de iniciados, estes problemas são de resolução muito mais complexa. Outro ponto senão a tolerância é a questão política, onde nenhum gestor quer ter sua imagem vinculada ao combate à usuários de drogas, mas que estão travestidos de mendigos.

No final de tudo sobra para nós POLICIAIS MILITARES exercermos a função que seria de um agente social. O dono de comércio, ou mesmo o cidadão que nas ruas se vê importunado por um destes mendigos não pensa duas vezes ao ligar 190 e chamar a polícia para resolver a situação. E pela falta de ação do Estado estão se formando verdadeiras comunidades de moradores de rua nas quadras comerciais em Brasília, que durante o dia incomodam a todos e nas noites ficam se embebedando e usando entorpecentes.

E não é necessário nem criar leis para combater a mendicância como ocorre hoje, a lei já existe, só não é aplicada. A Lei das Contravenções Penais no seu artigo 59 prevê as penas para as pessoas que subsistam com a mendicância.

E para os defensores dos fracos e oprimidos, pensem bem antes de julgar quem escreve aqui, pois como policial já fui acionado e verifiquei várias situações onde os “coitados” ameaçam pessoas de idade e mulheres de forma ofensiva e muitas vezes física. E se mesmo assim continua com pena, pegue estas pessoas e leve para sua casa, assim se ajuda duas vezes, primeiro seu coração, pois vai fazer uma boa ação, e segundo tirando um pseudo necessitado das ruas, o que para nós cidadãos que andamos nas ruas significa uma potencial ameaça  a menos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CADA UM COM SUA RESPONSABILIDADE NO COMBATE AO TRÁFICO DE ENTORPECENTES


Um levantamento da Policia Federal neste ano mostrou que, das 61,9 toneladas de maconha apreendidas, 23 foram interceptadas no Paraná, que faz fronteira com o Paraguai. E que, das 11,8 toneladas de cocaína apreendidas, 3 toneladas foram localizadas em Mato Grosso, na fronteira com a Bolívia.

Isto nos mostra que além de intensificar o policiamento nas ruas, e se endurecer as leis nosso governo tem que aumentar a fiscalização nas nossas tão mal vigiadas fronteiras, pois temos ligações terrestres com os maiores produtores mundiais de drogas. Além de políticas e ações conjuntas com estes países. Vale lembrar que estas políticas seriam muito mais eficientes do que o patrulhamento em fronteiras já que temos o exemplo dos Estados Unidos que fazem fronteira com o México, uma fronteira muito menor do que a nossa, e vigiada por um país muito mais rico e com muito mais tecnologia que o Brasil.

Segundo o canal Saúde do portal Terra, nos últimos seis anos, o Brasil gastou mais de 700 milhões de reais no tratamento de dependentes de álcool, cigarro e drogas ilícitas. Este número representa apenas os custos com internações nos hospitais públicos e a medicação aplicada nos pacientes viciados.
A cifra pode ultrapassar um bilhão de reais, quando somados os gastos com as constantes campanhas antidrogas do governo e as atividades das polícias civis e militares no combate à disseminação do tráfico neste mesmo período.
É muito dinheiro, e além desta quantidade de dinheiro gasta, sobra para nós policiais a culpa pela quantidade de pessoas morrendo em decorrência das drogas. Em qualquer telejornal, sempre que se fala em CRACK, ou qualquer outra droga da moda, se mostra alguém reclamando da falta de policiamento, da falta de combate aos traficantes.
Nós policiais continuamos combatendo o tráfico e uso de entorpecentes, mas sem a devida divisão ações o ritmo de aumento de consumo só tende a aumentar, e nossa população a perder com famílias cada vez mais dilaceradas

quarta-feira, 20 de julho de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA: SOLUÇÕES PALIATIVAS VS SOLUÇÕES DEFINITIVAS


Como nossos autoridades não pensam em soluções definitivas para a segurança pública, os governos estaduais e municipais vão implementando soluções paliativas, para mostrar a sociedade que fazem algo, mas que infelizmente eles mesmos sabem que não adiantam.
Em São Paulo, o governador anunciou a criação de uma unidade de policiamento para as marginais, Pinheiros e Tietê, após ondas de assaltos a motoristas nestas vias. Assim como essa atitude do governador, várias são tomadas pelo país inteiro, e resolvem por um tempo, mas nunca de forma definitiva.

O que parecem desconhecer é que o criminoso não age de forma estática, ele não fica sempre no mesmo lugar, ele migra sempre quando percebe um mínimo de dificuldade. Mas se não é assim que se age, o que se deve fazer?
Dentre algumas ações que tem que ser adotadas é a implantação de um sistema prisional que funcione, onde se recupere o criminoso que quer mudar de vida e que deixe mofando preso o elemento que não tem mais jeito, que é reincidente pela décima vez.
SOLUÇÃO PALIATIVA

Vários estados e municípios não utilizam a verba destinada a construção de presídios e cadeias públicas, pois não querem tais instalações perto de suas áreas eleitorais e ainda tem a demagogia de falar que chega de presídios, presídios não resolvem o problema de segurança, o que resolve é educação.  Isso já sabemos, mas enquanto tivermos vagabundos e marginais nas ruas não vai ter colégio que dê jeito.

Outro ponto é a atualização de nossa legislação. Temos que tirar tantas regalias de pessoas que não nasceram para viver no meio social, são psicopatas, sociopatas que desprezam todo gênero de lei e regulamento, tem total desconsideração pela vida alheia. E estas pessoas após uma quantidade de anos é liberta, sem nenhuma avaliação psicológica.
SOLUÇÃO DEFINITIVA- AÇÃO CONJUNTA 

Uma hora a segurança pública vai ser tratada de forma séria e relevante, e nesta hora, vamos perceber como cidadãos e como policiais que vivemos em um país sério e evoluído, onde a liberdade da grande maioria vale mais do que direitos transloucados de uma massa de marginais que não se preocupam com nada além de seus próprios bolsos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

SEGURANÇA PÚBLICA, ELEIÇÕES E PCS

No Distrito Federal em épocas de eleição a segurança pública é uma das áreas onde os postulantes ao governo mais gostam de inventar a roda. Tentam de toda forma vender à sociedade maneira inéditas de combate à criminalidade. Pena que na maioria das vezes são invenções demagógicas que funcionaram em outras cidades ou países com realidades totalmente diferentes da brasileira.

A última jogada de marketing foi instalação dos postos comunitários de segurança (PCS) que transmitem realmente uma segurança, mas para quem mora ao lado dos referidos postos policiais, mas já a 100 metros destes ocorrem assaltos, furtos e perturbações. Isto para uma unidade federativa com quase dois milhões de habitantes. Imagine quantos postos seriam necessários para transmitir segurança para todos.

Outro ponto a ser analisado seria o do efetivo empregado. Já que a coberta é pequena, muitos policiais teriam que sair do radiopatrulhamento das ruas, o que é muito, mas muito mais eficiente para compor guarnições nos referidos postos. E em grande parte das vezes os postos estão guarnecidos com dois policiais, o que impede uma ação eficiente, pois o posto não pode ficar vazio e tão pouco o policial ir só a uma ocorrência em que desconhece a realidade da situação.
MODELO DE POSTO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA DO DF

Além dos policiais militares que convivem com a realidade da segurança pública, especialistas também acreditam não haver evidências da eficiência dos postos policiais. Um destes especialistas é o coordenador acadêmico do Núcleo de Segurança Pública da Fundação Universa, George Filipe Dantas, que acredita que o combate à criminalidade é mais eficiente com a realização de rondas motorizadas. Ainda segundo George, os crimes de oportunidade são baseados na idéia de que o delinqüente não vai bater de frente com o policial. Se o bandido tem certeza que todos os PMs estão estáticos, chega a conclusão de que pode circular livremente em outros locais.

Mas o que temos de errado pode se transformar em algo de proveitoso para a segurança pública se for utilizado de forma adequada. Nossa secretaria de segurança pública dispõe de mapas de incidência criminal onde são demonstrados pontos críticos de violência. Porque não dar mobilidade aos referidos postos comunitários? Colocando-os nas áreas mais criticas por um tempo, se intensificando o policiamento, compondo com o efetivo do posto, motociclistas e viaturas, e depois deste choque de policiamento com um posto 24 horas presente durante um tempo, migrasse para outra área com a mesma intenção, transmitindo assim uma sensação maior de segurança para a comunidade local. Porque isso não pode ser efetivado? Por que alguém teria que admitir a ineficiência dos postos comunitários de segurança, e admitir que um plano anunciado como salvador da sociedade deu errado é algo duro de fazer.

E enquanto isso sofre a população e os policiais que estão nas ruas em número cada vez mais reduzidos, pois seus companheiros estão engessados nos tais postos.